sexta-feira 14 de maio de 2021

Trabalhadores da educação ocupam Câmara de Breves e reivindicam votação desta quinta-feira

Eles estão em greve desde a última segunda-feira (11) e têm diversas reivindicações, entre elas salários atrasados desde novembro, descontos indevidos dos servidores da educação, eliminação de gratificações e diminuição do ano letivo dos estudantes.


Por G1 PA, Belém

 

esde a tarde desta quarta-feira (13) mais de 3.000 professores e servidores da educação ocupam o prédio da Câmara Municipal do município de Breves, na Ilha de Marajó, no Pará. Eles estão em greve desde a última segunda-feira (11) e têm diversas reivindicações, entre elas salários atrasados desde o mês de novembro, descontos indevidos dos servidores da educação, eliminação de gratificações e diminuição do ano letivo dos estudantes.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), a prefeitura do município encaminhou à Câmara semana passada três projetos de lei que propõem retirar as gratificações de zeladores, diretores de escolas, serventes, entre outros profissionais, realizar descontos que vão de R$ 300 a R$ 2.000 reais nos salários dos servidores e extinguir as eleições para diretores nas escolas. “Entretanto, devido à pressão que fizemos, eles retiraram da pauta essa última proposta”, diz o presidente do Sintepp Fabio Paes.

A categoria tentou conversar com os vereadores, mas todos estão resistentes a mudanças e nesta quinta-feira (14) ocorrerá a votação. “Tudo indica que eles vão votar a favor dessas propostas que irão prejudicar mais de 3.000 servidores”, diz Fabio.

Ainda segundo o Sintepp, a prefeitura pagou os salários dos servidores efetivos, mas os temporários estão sem receber desde o início de novembro. “Nós queremos que eles tirarem das pautas esses projetos ou que façam mudanças neles”, diz.

“O prefeito se recusa a dialogar conosco. Este ano não conseguimos uma reunião sequer com ele”, diz Fabio.

Encerramento do ano letivo antes do prazo

Os projetos preveem ainda o encerramento do calendário letivo antes do prazo. “Isso prejudicaria os alunos e, além disso, o ano tem de ter no mínimo 200 dias segundo as Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/ Lei n° 9.394/96”, diz Fabio.

“Os vereadores acabam embarcando nos projetos sem observar a própria legislação. Isso é sério”, avalia. Os vereadores alegam que o ano letivo deve ser encerrado porque não teria recurso suficiente para merenda escolar e transporte. Entretanto, segundo o Sintepp, o Conselho de Alimentação Escolar, órgão municipal cujo todo município é obrigado a ter, revelou que os recursos para a merenda foram todos repassados à prefeitura. “Ficamos sabendo que eles não prestaram contas da merenda escolar”, diz Fabio.

Fonte: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/trabalhadores-da-educacao-ocupam-camara-de-breves-e-reivindicam-votacao-desta-quinta-feira.ghtml

 

 

 

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