sexta-feira 5 de março de 2021

‘O ensino médio que queremos não está na Medida Provisória’, diz Ana Júlia

Jovem ganhou destaque após discursar sobre ocupações estudantis. Ela afirma que é preciso dar voz aos estudantes.

tudante do ensino médio Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, que ganhou notoriedade após discursar na Assembleia Legislativa do Paraná sobre as ocupações estudantis, disse que o ensino médio de qualidade sonhado pelos alunos não está contemplado na Medida Provisória proposta pelo governo. Ela participou de um seminário sobre ensino médio promovido pelo Instituto Unibanco nesta quinta-feira (10), no Instituto Tomie Ohtake, na Zona Oeste, em São Paulo.

“O ensino médio que queremos não está contemplado na MP. Queremos um ensino médio que dê voz aos estudantes, que leve uma formação cidadã e um pensamento crítico”, diz.

Sobre as críticas do presidente Michel Temer de que os estudantes não sabem o significado da Proposta de Emenda Constituciona (PEC) e desconhecem as causas do movimento, Ana Júlia diz que eles são especialistas, juristas ou economistas, mas têm se informado, e acima de tudo, lutam pela educação de qualidade.

Para ela, a escola deve ser a “ponte entre o que se aprende na sala e o que se vive fora dela.” “Ao sair da escola, você tem de ver aquela aula de matemática que teve há cinco minutos a todo momento.”

Ana Júlia reforça que o movimento é apartidário e que foi necessário para que o movimento estudantil ganhasse visibilidade. “Foi durante as ocupações que vimos que seríamos ouvidos porque incomodou e fugiu à normalidade.” Segundo ela, após as ocupações, os estudantes vão continuar saindo para as ruas. “Não vamos parar de falar disto.”

“Foi durante as ocupações que vimos que seríamos ouvidos porque incomodou e fugiu à normalidade.”

Protesto
Estudantes secundaristas protestaram em frente ao Teatro Cetip, local que sediou o seminário, com faixas e instrumentos musicais. Havia uma barreira física na porta, e os estudantes não tentaram entrar. Na quarta, como não havia qualquer barreira no local, um grupo entrou no prédio e protestou pacificamente.

Em nota, o Instituto Unibanco informou que a barreira física na entrada do condomínio foi instalada pelos responsáveis do prédio Instituto Tomie Ohtake, e o instituto não teve qualquer influência sobre esta decisão nem tampouco corrobora com a iniciativa.

Administração do condomínio do Tomie Ohtake instalou barreiras físicas em frente ao prédio (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Administração do condomínio do Tomie Ohtake instalou barreiras físicas em frente ao prédio (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Fonte: G1

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